Como a que vivi guardada, sufocada no coração.
Mas já não tenho ombro pra te oferecer.
Já estão calejados meus ouvidos
De forma que não me importa mais teus lamúrios.
Curei sozinha a minha tristeza, que me deste em retribuião ao meu amor!
Já não lembro do passado com saudade.
Já não sinto falta de você!
Já olho pra frente, e só pra frente.
Pois eh lá onde fica o horizonte.
Meu alvo está na frente
E você já se retirou do meu caminho.
Não gasto tempo remoendo ternuras,
Muito menos consumindo o veneno das amarguras.
Quero uma vida, onde o caminho seja uma linha reta,
Ainda que tenha de passar por paus e pedras.
Sou a rosa que estava em teu vaso
Com água a trocar.
Murchei, até que consegui superar
E finquei raízes no chão onde fui largada.
Não importa o chão,
Importam-me as raízes!
Agora estou novamente em um vaso particular
Onde recebo ateção...
Já posso lançar meus botões e flores que
Atraem as abelhas e as borboletas.
Agora passam e olham: falam da beleza da rosa!
Apreciam o olor que exalo!
Estou em um jardim particular.
Já não há mais ombro!
Secaram-se me as palavras de consolo!
Já não há mais disposição de ouvir!
Já passou...
Já passou!
Adna Silvana sábado, 11 de junho de 2011 às 10:00

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