Pingos d'agua que caem sem dó!"
Trava
Empurro, forço
Não abre!
Bato fortemente
Chamo, desesperadamente
E não atende!
Aqui fora a chuva cai
Forte
E faz frio!
Frio faz aqui
Fora do meu mundo!
Espero...
A água escorre
Maquiagem borrada
Roupa colada no corpo...
Passo a mão no rosto
Como uma navalha,
Podando o excesso de lágrimas!
A chuva não passa...
A porta fechada...
Dou as costas
e caminho rumo ao portão...
Uma última vez, paro,
Olho com esperança -
As lágrimas insistem, mais que os grandes
Pingos d'agua que caem sem dó!
Continuo
Meus passos
Curtos, e incertos.
Já não olho pra trás.
Ainda chove;
Ainda faz frio...
Adna Silvana, quinta, 28 de abril de 2011 às 21:44

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